Eclesiastes 1:14

"Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir. 14Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento. 15Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular." - Ecc 1:12-15

Se eu pudesse recordar todas às vezes que me senti perdida porque minha dor fez todos os meus feitos e todas as minhas tentativas de viver parecerem vazias, eu ia simplesmente sumir em pensamentos ruins. Hoje eu me sinto correndo atrás do vento: sem início e sem um fim, correndo simplesmente em vão. Porém, não é só correr atrás do vento, o problema é quero consertar onde não há como consertar. Eu quero endireitar as partes da minha vida que eu não consigo: minha saúde. Eu não quero endireitar meus relacionamentos, minha vida profissional, minha vida com Deus. Eu quero endireitar o que eu nem consigo calcular como eu poderia fazer. Aí se encontra a minha maior falha, mudar o que eu não tenho o poder de mudar e desistir no processo daquilo que o Senhor me deu para cuidar. 

Eu não sou um completo fracasso, eu não sou uma decepção. Eu sou uma pessoa que todo dia luta para sobreviver. Simples ato de tomar um banho ou cantar para alegrar o dia, são atos de grande desgaste para mim. Mas eu se eu me culpar e me fechar do mundo por conta disso, aí que eu vou estar correndo atrás do vento. Eu não posso mudar essas coisas, mas eu posso mudar a maneira como eu entrego elas a Deus. Eu posso apresentá-las de maneira verdadeira. Eu posso mostrar a minha frustração ao Senhor sem medo, eu posso ser exatamente que Ele me criou para ser, porque Ele já sabia desde o início das minhas limitações e meus assim sempre me assegurou que estaria do meu lado para continuar do propósito que Ele tem para minha vida (1 Co 10:13). 


A morte parecia certa 

Os ossos definham 

O corpo grita por socorro 

O vento passava 

Eu tentava correr 

Tudo em vão 

Tudo plena vaidade 

Até que achei a beleza 

No caminho tortuoso 

Em não ter todas as resposta 

Em aceitar as derrotas 

Eu aprendi a sentir o vento 

E saber que o Senhor 

Não estava na tempestade 

Ele estava na brisa 


Vincent van Gogh - The Starry Night 
June 1889

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