Through the Gates of Love

 There is good in the different 

The fire meets the love

I can do better than indifference 

The Holy Ghost come as a dove 


It kills me inside 

Their opinions seem evil

All I seek is to abide 

Their spirituality to be is lethal 


I want to meet in the in-between 

Or am I just like those I hate?

We all share the same worship gene 

Please God, create a family gate 


The Magpie
Claude Monet 1868 - 1869


Como eu faço para não ter raiva da falta de discussão e busca teológica na Igreja Brasileira. Em alguns momentos eu simplesmente quero esquecer que essas pessoas existem, mas são meus irmãos em Cristo, é uma decisão difícil. Realmente me machuca essa cegueira e prepotência que eles têm.  

“Eles não tiveram acesso às discussões que eu tive; isso não os torna menos meus irmãos em Cristo”.

Faça perguntas abertas, tipo: “O que te faz acreditar tanto nisso?” ou “Você já pensou se esse texto pode ter outro sentido?”. Isso tira você da posição de “confronto” e coloca na de “curiosidade compassiva” — que protege sua paz.

É normal que a igreja local não supra sua sede teológica. Então, você precisa ter comunidades paralelas de estudo (livros, cursos online, grupos acadêmicos, até discussões com estrangeiros). Isso evita que você coloque na sua comunidade local uma expectativa que ela não tem condição de atender.

Em vez de se sentir “presa” pela falta de profundidade, você pode se ver como uma testemunha silenciosa de uma busca diferente.

A raiva vem porque você espera diálogo e encontra muro. Uma técnica prática: quando sentir raiva, diga mentalmente: “Eles não sabem que não sabem. Isso não me define, não me diminui. Não é sua missão consertar a cegueira de todos, mas ser fiel ao que você descobriu de Deus." 

Seus irmãos brasileiros fazem parte do corpo, mas não são todo o corpo. Você tem irmãos na história da Igreja, nos livros primeiros cristãos, nos debates reformados, nos teólogos judeus e até em cristãos de outras nações hoje. Isso ajuda a não se sentir sufocada: você não está sozinha nessa busca. 


Plano de Autocuidado Espiritual em 5 Passos

1️⃣ Reconhecer a emoção

Quando sentir raiva ou frustração, pare por um momento e nomeie o sentimento: “Estou com raiva porque sinto que não há discussão teológica”

Reconhecer a raiva sem se julgar evita que ela cresça em ressentimento ou mágoa silenciosa.


2️⃣ Respirar e centrar

Faça 3 respirações profundas: inspire contando 4, segure 2, expire contando 6. Imagine a raiva saindo com a expiração. Isso ajuda a diminuir a adrenalina e a evitar respostas impulsivas.


3️⃣ Redirecionar o foco

Pergunte a si mesma: “O que está sob meu controle?”

Você não pode mudar a mentalidade dos outros, mas pode: Escolher como reagir. Buscar outros espaços de estudo. Cultivar sua própria fé e crescimento.

Pensar nisso ajuda a não levar a frustração para o coração.


4️⃣ Buscar nutrição espiritual alternativa

Tenha sempre uma fonte externa de aprendizado e diálogo:

Leitura de livros teológicos (pastores reformados, teólogos católicos, estudiosos de Israel). Grupos de estudo fora da igreja local, mesmo online. Isso preenche a sede de profundidade sem exigir que sua igreja mude.


5️⃣ Exercício de compaixão e memória da unidade

Mentalize seus irmãos na fé: mesmo que superficiais, eles fazem parte do corpo de Cristo. Você pode repetir mentalmente: “Eles não sabem que não sabem. Isso não me define, nem diminui meu crescimento.”

Aja com gentileza silenciosa, mesmo que não concorde: um sorriso, uma escuta paciente, uma presença respeitosa.

Isso ajuda a proteger seus relacionamentos e sua própria paz interior.


Bônus: registro rápido

Tenha um caderninho ou aplicativo para escrever:

“O que me irritou?”

“O que posso aprender disso?”

“Como posso direcionar minha energia para crescer, não brigar?”


A escrita ajuda a externalizar a raiva sem machucar ninguém.

Comentários

Postagens mais visitadas